Belíssima exposição, com um tema que, infelizmente, beira ao
trágico. As artistas retratam a mulher negra, com foco na maternidade, como
símbolo de luta ao longo da história. Intervenções em fotografias antigas destacando
as mães negras, um mural com pequenas biografias de heroínas negras nascidas em
diferentes épocas, jornais da época da escravidão anunciando mulheres (amas de
leite) como mercadorias... é difícil sair da exposição sem um nó na garganta.
Um aspecto que achei muito positivo foi que o documentário exibido (com
depoimentos de mães da atualidade relatando a persistência do preconceito e
violência pela cor da pele) está em uma TV na parte mais interna da sala, que
não é visível por um tempo. Isso cria, já no início da contemplação, uma
experiência sonora que amplifica a carga emocional que o conteúdo das obras
transmite.



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