sábado, 22 de abril de 2017

Evolução do Objeto Interativo Individual (ATUALIZADO)

  • Primeiro objeto: Cinema na Caixa 

Este protótipo foi pensado com base na teia de objetos feita em uma das primeiras aulas; os meus foram livro, pendrive e barraca. Tratava-se de uma caixa com uma entrada com lente (no local onde desenhei o olho) onde o usuário assistiria a uma animação. A lente daria uma sensação de profundidade, seriam incluídas luzes no intuito de proporcionar uma experiência visual interessante, e eu estava pensando numa forma de tornar a animação manipulável (afinal, a coisa precisava ser programática). Nas aulas que seguiram novos conceitos foram apresentados e eu pude ver que o objeto inicial, além de totalmente finalístico, era demasiadamente estático, limitante e com base (quem colocaria uma base num objeto interativo? Tsc tsc). 
  • Segundo objeto: Icoságono que não é icoságono 

O segundo objeto não recebeu um nome, como visto. Usei a lente do objeto anterior como inspiração, assim como a essência visual. A ideia era proporcionar ao usuário diferentes formas de ver o mundo, e para isso usei 20 lentes variadas (cores, distância, aumento, distorção...) e unidas em pontos estratégicos para que o objeto possuísse formato moldável e permitisse um grau maior de liberdade.

  • Terceiro objeto: 

Decidi manter a linha do objeto anterior, agora começando a pensar melhor no mecanismo de mobilidade das faces. Inseri leds nas bordas das lentes, que serão acionados a medida que as arestas de dois triângulos forem encaixadas. 

(COMPLEMENTAÇÃO NO FINAL DO SEMESTRE)

  • Objeto final:

Olhando para o processo agora que chegou ao fim, é notável como os conceitos da disciplina, que antes eram complexos e inusitados, foram absorvidos de forma natural. 
O objeto interativo final é uma continuação do anterior, apesar de parecer completamente diferente. A intenção era deixar a estrutura prévia mais leve de forma a permitir maior plenitude de interação (não usando mais as lentes), definir o mecanismo de articulação para abrir possibilidades de combinações e deixar mais convidativo, além tornar os triângulos (antes planos) tridimensionais. A batalha para chegar em um protótipo que atendesse às demandas foi cansativa e muitas vezes frustrante. Cheguei a abandonar o projeto e começar um outro,inspirado em origami: uma sanfoninha que me fez gastar ainda mais do tempo que eu não possuía. Por fim, após voltar à linha de criação inicial e testar inúmeros modelos de pirâmides e articulações, busquei referências também no meio do origami/coisas de papel, até que encontrei esse modelo de pirâmides que permitiam uma harmonia e sincronia maior entre as peças. 
Tentei com o objeto, além de criar uma experiência visual estimulante com luzes, abrir possibilidades de interação com a forma e mobilidade do objeto. Criticá-lo é muito simples: logo de início é evidente que ele não conseguiu atender ao critério de interatividade entre pessoas. Na prática, entretanto, algumas experiências apresentando o objeto para amigos mostrou que ele induzia sim a certa relação: mesmo usando individualmente, as pessoas compartilhavam entre si comentários sobre as formas que mais agradavam. Acredito que o objeto seja programático, uma vez que os resultados dependem da manipulação e vontade humana, tendo muitas vezes usos inesperados. A interface parece reativa e acabei de perceber que os conceitos absorvidos naturalmente ainda são meio difíceis. Por fim, acho que a experiência ficou pouco confortável, é um objeto difícil de manipular. Tal característica não seria necessariamente um problema caso fosse levada ao limite, mas não foi o ocorrido. Ou seja, carece de mais 10 sessões de passo atrás. 
A ideia a ser transmitida no início do semestre- de ver o mundo de outras formas- acabou não sobrevivendo à conclusão. Eu, entretanto, após noites em claro e baterias 3V fracas demais para acender meus leds, sem dúvidas tive a oportunidade de ampliar meus horizontes e mudar minha percepção sobre quase tudo. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Croqui- Museu de Arte da Pampulha (Oscar Niemeyer)


Documentário "Um Lugar ao Sol"



Além da ida ao Parque Municipal, na última aula pudemos assistir a um documentário no cinema. "Um Lugar ao Sol" foi bastante polêmico para a turma, alguns se declararam ricofóbicos após assistir. Trata-se, basicamente, de uma entrevista com pessoas que vivem em coberturas. Por serem pessoas de altíssimo poder aquisitivo, seus costumes e formas de se expressar se assemelham (para nós, universitários que vendem o almoço para comprar o xerox) às de um E.T. de Varginha; parece coisa de outro planeta. Nessa belíssima obra encontramos adolescentes de 30 anos, contemporâneos da Torre de Babel (contato direto com Deus), pessoas que apreciam o efeito visual de tiros das comunidades (parecem fogos de artifício). Enfim, não dá para saber o gênero do filme: comédia, drama, terror...? Sobre a produção, achei excelente. Os efeitos, o tema, a francesa da macumba. Tudo de altíssimo nível. E por falar de altíssimo, a verticalização das cidades brasileiras é outra questão apresentada. Não aprofundamos muito nesse debate, mas logo deu para identificar um problema: privacidade. Não basta morar em uma cobertura, é necessário morar na cobertura do prédio mais alto da região, ou você será observado. De toda forna, a história serviu de base para uma profunda análise social e pessoal, o que é muito positivo.

Croqui- Coreto do Parque Municipal


Diferença entre vivenciar um local pessoalmente e virtualmente


O Google Street View representa um considerável avanço na representação de ambientes. Trata-se de algo mais dinâmico que fotografias e que possibilitam maior interação do que haveria em um vídeo. Tal possibilidade nos faz levantar a seguinte questão: irá a tecnologia,por meio de programas de realidade virtual, substituir a vivência física? Durante a aula, concluímos que é possível que sim. A tecnologia hoje já é capaz de reproduzir a experiência espacial de forma bastante plena, faltando apenas o fator acaso. Sobre o Google Street View, é evidente que conhecer o local por ele é muito mais limitado que ir pessoalmente. Presencialmente você tem estímulos sonoros, cheiros, uma riqueza visual maior, interação com pessoas e animais, tato, etc. Além disso, seguindo a ordem que fizemos (pesquisa no Google sobre o Parque Municipal seguida de visita), percebemos outra importante questão: o Street View é bastante desatualizado. As imagens, no geral, são de aproximadamente dois anos atrás. Com dois anos a vegetação muda, as construções mudam, as pessoas mudam e moldam o ambiente de acordo com seu novo perfil. No Parque Municipal não foi diferente, muita coisa pareceu mudar, apesar de minha memória de peixe não captar bem os detalhes. Na minha opinião, o Street View nem chega perto de substituir a presença física, e nem creio que seja essa a intenção. Como ferramenta de orientação, entretanto, ele é excelente.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Vídeo e placa do Objeto Interativo em grupo




Equipe:
Gustavo Jun
Sabrina Oliveira 
Vanessa Oliveira 

Breve reflexão sobre Fabricação Digital e Parametrização

Que o processo de produção, na esmagadora maioria das vezes, deixou de ser artesanal mara se tornar mecânica não é novidade. As máquinas garantiram com sucesso sua presença no cotidiano humano, inclusive em atividades de criação. Na última aula nós, estudantes de arquitetura, conhecemos o conceito de Fabricação Digital e Prototipagem Rápida. Tais métodos, protagonizados por computadores, permite aos arquitetos (e outros profissionais) um enorme ganho de tempo e ferramentas para aumentar a qualidade visual e técnica do trabalho. É, portanto, um excelente mecanismo. Entretanto, corre-se o risco de que esses profissionais percam a vivência física no processo de criação, que é muito mais explorada quando o projeto é trabalhado manualmente.
Outro conceito bastante interessante que conhecemos foi o de Parametrização. Os programas usados na fabricação digital permitem modificar os parâmetros da forma com apenas alguns comandos. Os arquitetos possuem, portanto, grande liberdade no ato de criar, por usar um método de produção paramétrico. O desafio em questão é fazer com que a parametrização deixe de ser exclusividade do autor para fazer parte da obra, permitindo que os usuários possuam também essa experiência de liberdade.

Segundo protótipo do meu primeiro Objeto Interativo



Não, não é uma pipa 3D. A ideia do objeto é que cada face seja um tipo de lente (aumento, distância, distorção, cores...) no intuito de permitir diferentes formas de ver as mesmas coisas. A forma será moldável, pois cada triângulo pode ser girado, movido e/ou encaixado como o usuário preferir, respeitando apenas uma estrutura básica que liga os triângulos (semelhante à "rabiola" mostrada na imagem). O formato de icosaedro, portanto, não é um padrão, mas apenas o que eu escolhi na representação.

domingo, 2 de abril de 2017

Crítica ao segundo protótipo do objeto interativo de Sabrina Oliveira

A rede de objetos de Sabrina continha um livro, caneca de café e óculos. Sua ideia original consistia em uma caneca feita de sobreposição de placas com uma lâmpada e, ao girar as placas, a forma mudava e uma poesia aparecia. O objeto ficou lindíssimo mas foi criticado por sua forma e por ser pouco programático. No segundo protótipo ela alterou a forma (que deixou de ter um formato definido para se tornar algo abstrato) e acrescentou duas lâmpadas. O resultado continuou esteticamente agradável, mas foi criticado por possuir um eixo e base. Creio que o principal problema está na adaptação de um protótipo ao outro, já que trouxe dificuldade em exibir as palavras do poema. Também vale se perguntar até que ponto o objeto convida a interagir... Mesmo assim, Sabrina é muito caprichosa e sempre faz trabalhos maravilhosos.