quarta-feira, 24 de maio de 2017
Evento Cultural I: Objeto Vital- Los Carpinteiros
Uma das minhas preferidas. A exposição realizada no CCBB traz diversas obras que misturam arquitetura, design, escultura, política, crítica social e sarcasmo. A combinação não poderia ser melhor. As obras não apenas falam por si, mas dão uma margem de interpretação deliciosa na contemplação artística. Visitei o local com vários colegas da turma, e a discussões sobre cada item exposto foram riquíssimas.
domingo, 14 de maio de 2017
Estratégias de Apropriação do Espaço
Parkour:
Diretamente relacionado ao espaço, o parkour utiliza os obstáculos do ambiente como instrumento. Muros, escadas, casas, prédios... tudo recebe uma nova interpretação quando apropriados por essa técnica. Ela também representa para o praticante uma forma de superar os desafios físicos e mentais. Ao observar um traceur, costumamos pensar que o parkour é uma prática de competição esportiva; entretanto, essa não é a realidade. Até hoje, disputas e rivalidade não fazem parte do movimento.
Flâneur:
A palavra flâneur é de origem francesa e tem como significado "vadio", "vagabundo", " preguiçoso", "errante", derivada do verbo francês flâner, que significa "para passear". No Flâneur, a pessoa anda pela cidade sem compromisso, sem objetivo aparente, mas contemplando atentamente a arquitetura, as pessoas, os espaços e a história dos lugares. Tem-se prazer estético nisso.
Deriva:
A proposta aqui é andar sem rumo, perder-se para redescobrir o espaço desconstruindo as formas culturais tradicionais e impregnadas de pré-concepções. Um caminhar contemplativo que leva o indivíduo a ter uma nova percepção do urbano.
“As grandes cidades são favoráveis à distração que chamamos de deriva. A deriva é uma técnica do andar sem rumo. Ela se mistura à influência do cenário. Todas as casas são belas. A arquitetura deve se tornar apaixonante. Nós não saberíamos considerar tipos de construção menores. O novo urbanismo é inseparável das transformações econômicas e sociais felizmente inevitáveis. É possível se pensar que as reinvidicações revolucionárias de uma época correspondem à idéia que essa época tem da felicidade. A valorização dos lazeres não é uma brincadeira. Nós insistimos que é preciso se inventar novos jogos (...) Entre os diversos procedimentos situacionistas, a Deriva se apresenta como uma técnica de passagem rápida por ambiências variadas. O conceito de deriva está indissoluvelmente ligado ao reconhecimento de efeitos de natureza psicogeográfica e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que o torna absolutamente oposto às tradicionais noções de viagem e de passeio” (DEBORD, 1958).
Flash Mob:
Flash Mobs reúnem um grande número de pessoas instantaneamente para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, que se dispersam também de forma instantânea. Geralmente as aglomerações são combinadas por redes sociais, como o Facebook.
Rolezinho:
Tipo de Flash Mob que recentemente causou polêmica no Brasil. Trata-se de encontros simultâneos de centenas de pessoas em shoppings, parques públicos, praças, etc. O movimento chamou atenção para a questão da privatização de lugares teoricamente abertos ao público, desigualdade social, discriminação e segregação.
Skateboarding:
É uma modalidade esportiva praticada sobre um skate. Com técnicas bastante ousadas, os skatistas também costumam utilizar os obstáculos do ambiente como meio de executar manobras.
Diretamente relacionado ao espaço, o parkour utiliza os obstáculos do ambiente como instrumento. Muros, escadas, casas, prédios... tudo recebe uma nova interpretação quando apropriados por essa técnica. Ela também representa para o praticante uma forma de superar os desafios físicos e mentais. Ao observar um traceur, costumamos pensar que o parkour é uma prática de competição esportiva; entretanto, essa não é a realidade. Até hoje, disputas e rivalidade não fazem parte do movimento.
Flâneur:
A palavra flâneur é de origem francesa e tem como significado "vadio", "vagabundo", " preguiçoso", "errante", derivada do verbo francês flâner, que significa "para passear". No Flâneur, a pessoa anda pela cidade sem compromisso, sem objetivo aparente, mas contemplando atentamente a arquitetura, as pessoas, os espaços e a história dos lugares. Tem-se prazer estético nisso.
Deriva:
A proposta aqui é andar sem rumo, perder-se para redescobrir o espaço desconstruindo as formas culturais tradicionais e impregnadas de pré-concepções. Um caminhar contemplativo que leva o indivíduo a ter uma nova percepção do urbano.
“As grandes cidades são favoráveis à distração que chamamos de deriva. A deriva é uma técnica do andar sem rumo. Ela se mistura à influência do cenário. Todas as casas são belas. A arquitetura deve se tornar apaixonante. Nós não saberíamos considerar tipos de construção menores. O novo urbanismo é inseparável das transformações econômicas e sociais felizmente inevitáveis. É possível se pensar que as reinvidicações revolucionárias de uma época correspondem à idéia que essa época tem da felicidade. A valorização dos lazeres não é uma brincadeira. Nós insistimos que é preciso se inventar novos jogos (...) Entre os diversos procedimentos situacionistas, a Deriva se apresenta como uma técnica de passagem rápida por ambiências variadas. O conceito de deriva está indissoluvelmente ligado ao reconhecimento de efeitos de natureza psicogeográfica e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que o torna absolutamente oposto às tradicionais noções de viagem e de passeio” (DEBORD, 1958).
Flash Mob:
Flash Mobs reúnem um grande número de pessoas instantaneamente para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, que se dispersam também de forma instantânea. Geralmente as aglomerações são combinadas por redes sociais, como o Facebook.
Skateboarding:
É uma modalidade esportiva praticada sobre um skate. Com técnicas bastante ousadas, os skatistas também costumam utilizar os obstáculos do ambiente como meio de executar manobras.
Pergunta do grupo sobre virtual no Seminário de Interação
A pergunta, inicialmente, foi "Qual seria o meio de incentivar a realização de projetos arquitetônicos integralmente virtuais?". Entretanto, houve incoerência no uso do termo "realização" e no fato de ser impossível fazer projetos integralmente virtuais. Dessa forma, a pergunta foi reformulada para "Qual seria um meio de incentivar a produção de projetos arquitetônicos virtuais?".
Estimular os arquitetos a produzirem arquitetura virtual não é tarefa simples, pois envolve uma série de quebras de costumes e paradigmas. O modelo de arquitetura funcional, finalística e representativa é usado majoritariamente ao longo de toda a história. Sendo assim, romper com essa cultura é bater de frente com as convicções de muitos profissionais. Além disso, com minha curta experiência no mundo criativo voltado ao virtual, posso afirmar sem pensar duas vezes que é extremamente mais complexo seguir esse caminho. Talvez por fugir do senso comum, projetos virtuais tendem a gastar um tempo e energia para criação e execução muito maiores. Mas, respondendo à pergunta, creio que a principal maneira de incentivar os arquitetos a entrarem para o universo da virtualidade nós presenciamos semanalmente: levar esses conceitos para a base da formação dos futuros arquitetos.
Estimular os arquitetos a produzirem arquitetura virtual não é tarefa simples, pois envolve uma série de quebras de costumes e paradigmas. O modelo de arquitetura funcional, finalística e representativa é usado majoritariamente ao longo de toda a história. Sendo assim, romper com essa cultura é bater de frente com as convicções de muitos profissionais. Além disso, com minha curta experiência no mundo criativo voltado ao virtual, posso afirmar sem pensar duas vezes que é extremamente mais complexo seguir esse caminho. Talvez por fugir do senso comum, projetos virtuais tendem a gastar um tempo e energia para criação e execução muito maiores. Mas, respondendo à pergunta, creio que a principal maneira de incentivar os arquitetos a entrarem para o universo da virtualidade nós presenciamos semanalmente: levar esses conceitos para a base da formação dos futuros arquitetos.
Seminário de Design de Interação
"Population Theatre" - Rafael Lozano-Hemmer
O projeto, por ainda não ser materializado, ainda não dispõe de depoimento de usuários e, dessa forma, dificulta a análise prática da experiência proporcionada. Trata-se de um tipo de arquibancada com telas que possuem, ao todo, 7,5 bilhões de pixels (representando o número de habitantes da Terra). A interatividade, aparentemente, está na possibilidade que os usuários dispõe de desligar, ligar ou dar zoom nos monitores. O resultado visual dessa interação pode ser visto como programático, apesar de não parecer estimular contato entre os indivíduos. A estrutura, como visto, é basicamente reativa. O que protagoniza a obra é a representação dos seres humanos por pixels: o que cai numa lógica meramente representativa e que, ainda assim, necessita de uma legenda para ser compreendida- a intenção do autor não está explícita no trabalho.
"You Fade to Light" - Random International
A obra consiste em telas que emitem luz com sensores de movimento e que, quando apagadas, são espelhos. Mesmo proporcionando interatividade, a interface simples e reativa não prende a atenção por muito tempo, perde rapidamente o encanto. O vídeo do trabalho, entretanto, é belíssimo. Utilizada durante uma performance de dança, o jogo de luz, sombra e espelhos se torna um espetáculo encantador.
"You Fade to Light" - Random International
A obra consiste em telas que emitem luz com sensores de movimento e que, quando apagadas, são espelhos. Mesmo proporcionando interatividade, a interface simples e reativa não prende a atenção por muito tempo, perde rapidamente o encanto. O vídeo do trabalho, entretanto, é belíssimo. Utilizada durante uma performance de dança, o jogo de luz, sombra e espelhos se torna um espetáculo encantador.
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