- Primeiro objeto: Cinema na Caixa
Este protótipo foi pensado com base na teia de objetos feita em uma das primeiras aulas; os meus foram livro, pendrive e barraca. Tratava-se de uma caixa com uma entrada com lente (no local onde desenhei o olho) onde o usuário assistiria a uma animação. A lente daria uma sensação de profundidade, seriam incluídas luzes no intuito de proporcionar uma experiência visual interessante, e eu estava pensando numa forma de tornar a animação manipulável (afinal, a coisa precisava ser programática). Nas aulas que seguiram novos conceitos foram apresentados e eu pude ver que o objeto inicial, além de totalmente finalístico, era demasiadamente estático, limitante e com base (quem colocaria uma base num objeto interativo? Tsc tsc).
- Segundo objeto: Icoságono que não é icoságono
O segundo objeto não recebeu um nome, como visto. Usei a lente do objeto anterior como inspiração, assim como a essência visual. A ideia era proporcionar ao usuário diferentes formas de ver o mundo, e para isso usei 20 lentes variadas (cores, distância, aumento, distorção...) e unidas em pontos estratégicos para que o objeto possuísse formato moldável e permitisse um grau maior de liberdade.
(COMPLEMENTAÇÃO NO FINAL DO SEMESTRE)
- Terceiro objeto:
Decidi manter a linha do objeto anterior, agora começando a pensar melhor no mecanismo de mobilidade das faces. Inseri leds nas bordas das lentes, que serão acionados a medida que as arestas de dois triângulos forem encaixadas.
(COMPLEMENTAÇÃO NO FINAL DO SEMESTRE)
- Objeto final:
Olhando para o processo agora que chegou ao fim, é notável como os conceitos da disciplina, que antes eram complexos e inusitados, foram absorvidos de forma natural.
O objeto interativo final é uma continuação do anterior, apesar de parecer completamente diferente. A intenção era deixar a estrutura prévia mais leve de forma a permitir maior plenitude de interação (não usando mais as lentes), definir o mecanismo de articulação para abrir possibilidades de combinações e deixar mais convidativo, além tornar os triângulos (antes planos) tridimensionais. A batalha para chegar em um protótipo que atendesse às demandas foi cansativa e muitas vezes frustrante. Cheguei a abandonar o projeto e começar um outro,inspirado em origami: uma sanfoninha que me fez gastar ainda mais do tempo que eu não possuía. Por fim, após voltar à linha de criação inicial e testar inúmeros modelos de pirâmides e articulações, busquei referências também no meio do origami/coisas de papel, até que encontrei esse modelo de pirâmides que permitiam uma harmonia e sincronia maior entre as peças.
Tentei com o objeto, além de criar uma experiência visual estimulante com luzes, abrir possibilidades de interação com a forma e mobilidade do objeto. Criticá-lo é muito simples: logo de início é evidente que ele não conseguiu atender ao critério de interatividade entre pessoas. Na prática, entretanto, algumas experiências apresentando o objeto para amigos mostrou que ele induzia sim a certa relação: mesmo usando individualmente, as pessoas compartilhavam entre si comentários sobre as formas que mais agradavam. Acredito que o objeto seja programático, uma vez que os resultados dependem da manipulação e vontade humana, tendo muitas vezes usos inesperados. A interface parece reativa e acabei de perceber que os conceitos absorvidos naturalmente ainda são meio difíceis. Por fim, acho que a experiência ficou pouco confortável, é um objeto difícil de manipular. Tal característica não seria necessariamente um problema caso fosse levada ao limite, mas não foi o ocorrido. Ou seja, carece de mais 10 sessões de passo atrás.
A ideia a ser transmitida no início do semestre- de ver o mundo de outras formas- acabou não sobrevivendo à conclusão. Eu, entretanto, após noites em claro e baterias 3V fracas demais para acender meus leds, sem dúvidas tive a oportunidade de ampliar meus horizontes e mudar minha percepção sobre quase tudo.




grupo:
ResponderExcluirEduarda, Gustavo, Isabella, Joyce, Larissa, Vanessa, Sabrina.
Será um objeto programático como recurso, reativo na interface (que é simples), uma vez que consiste em respostas automáticas às ações, e proativo na interação por a existência do sistema de lentes incitar continuidade de manipulação. Resulta de organização combinatória devido às distintas formas de dispor as peças e obstaculariza um pouco o uso.
Observações:
-a mobilidade das faces é limitada pelo material utilizado;
-é uma interação previsível pois quem estiver interagindo, depois de utilizar o objeto por determinado tempo, conhecerá as lentes e saberá que o sistema de acender os LEDs consiste em encaixe das arestas dos triângulos. Seria, portanto, ideal instalar os LEDs em apenas algumas das faces ou inserir outros elementos eletrônicos.